Eu, sobrevivente de mim!... - Poema
Dia sim, Dia também, Sigo forçando-me a ficar bem! Imersa às interrogações... Como forçar-me a mim mesma?! Se não devo forçar nada nem a outrem! Insisto, persisto; Se me permito, Desisto, por uma fração de segundo E entendo que o meu mundo, interior, Fica mais livre e leve, Quando desisto. Porém, é "proibido"! Então sigo... Não sei se adiante, pois não percebo me movendo. Persigo... Ora as minhas forças, Ora, a mim mesma, o que entendo eu. Quanto ao meu eu... Culpo-o, ocupa-me E culpo-me, Já que somos um só. Mas, quando estou a sós, Trava-se uma batalha entre nós... Quero desistir e ele insistir! Quero insistir e ele desistir! A uma guerra, entre eu e o meu eu. Onde os conflitos são os alvos e as armas. No meio, estão o meu eu e o meu eu absoluto... Estou de corpo e alma. Na minha ânsia... Rasgo as minhas entranhas... No espiritual, no emocional, Não ficando ileso o físico; É cruel, é tribal! Sinto-me arrancando as próprias vísceras!... É uma fe...